52 #9


E a torcida se levanta e grita “LOOOOBOOOOO!!!”.
Vilões em ação, porrada comendo, morte de um dos personagens principais. Esta edição de 52 tá boa pra chuchu!
E cuidado com os SPOILERS, cambada!

Já é Natal na Leader Magazine… e no DCverso também, pelo menos na semana 33 de 52. Com a Mansão Wayne vazia, Alfred acaba arranjando um bico como babá e líder de coral, enquanto o BUCHA do Asa Noturna continua latindo pra árvore errada e dá um presentinho bacana pra Batmulé, aceitando informalmente a nova heroína na batfamília (o que é um tanto incomum. Todo mundo tem que se provar à altura do julgamento do Morcego pra virar vigilante em Gotham, mas basta ser uma ruiva gostosinha – o mesmo já havia acontecido com a Barbara Gordon – para ser aceita automaticamente. Não que seja um critério de avaliação ruim – pelo contrário! – mas não é lá muito justo. Enfim, estou divagando..).
Para melhorar sua imagem perante o mundo, a Família Marvel Negra (bwa-ha-ha!) revela seu lado humano na embaixada do Kahndaq em Nova York. Chama a atenção o olhar meio sinistro do Sobek na hora da transformação. Será medo dos raios mágicos? Ou inveja por não poder virar um ser humano também? Quem sabe ele tenha ficado com raiva por ter sido jogado no palco pelo seu “amigão” Osíris na página anterior? Bom, já sei a resposta, mas não vou contar porque tem muita história pra rolar ainda.
Vemos também o Ralph Dibny recuperando a pistola que ele quase usou na semana 1, o Questão com os dois pés na cova, Renee Montoya e Kate Kane dando uns pegas só pra não deixar o Natal passar em branco, Amanda Waller reunindo um novo Esquadrão Suicida para pegar o Adão Negro e as comemorações de Natal de vários personagens da DC. Mas o que realmente interessa nessa semana é o seguinte…
Lex Luthor é um FDP!
Luis Dominero era um dos pacientes do projeto Homem Comum e estava morrendo devido à rejeição ao procedimento. Mas Luis possuía um fator-X (alguém aí disse “mutante”?) que o permitiu se adaptar e sobreviver. O que Luthor fez? Mandou matar e dissecar o sujeito pra tentar aproveitar o tal fator-X pra si próprio. Na véspera de Natal! Isso é que é vilão, o resto é conversa fiada.

A semana 34 tem alguns erros de localização temporal. Fiquei pensando se não seria uma derrapada da Panini, mas pelo que li por aí foi erro dos editores gringos mesmo. As duas primeiras páginas são mostradas como “dia 1” e as páginas seguintes como “dia 3”, mas as ações obviamente se passam no mesmo dia. Mais pra frente, o rapto de Clark Kent é apontado como “dia 5”, mas Luthor assiste ao vídeo do interrogatório apenas no dia 7, o que deixaria Kent preso por 3 dias só para responder a uma pergunta, o que não faz sentido. Enfim, desconsideremos essas datas divergentes e vamos à história em si.
O pau come entre a Família Marvel Negra (não canso de achar graça desse nome) e o Esquadrão Suicida. Osíris mostra que partir vilões ao meio é um talento comum na família. E tome mais tripas de supervilão! A chefona Amanda Waller gravou tudo, é claro. Waller também é uma tremenda FDP!
Mas é claro que o FDP-mor é Lex Luthor, como fica comprovado na semana seguinte…

O tempo de 52 é algo misterioso. No mundo real, o primeiro dia do ano é sempre uma semana depois do Natal. No DCverso, entretanto, primeiro de janeiro (semana 35, dia 1) é nove dias depois do Natal (semana 33, dia 6). Enfim, ninguém disse que precisava saber fazer conta pra ser roteirista de gibi, certo? Então sigamos com a história. Antes de qualquer coisa…
Lex Luthor é um FDP! [2]
Depois de posar de bom samaritano, oferecendo superpoderes para pessoas comuns, Luthor simplesmente desativa os poderes de todos os participantes do projeto Homem Comum que estavam comemorando a virada do ano no centro de Metrópolis. O resultado: uma chuva de superseres que repentinamente perderam o poder de vôo. O que Luthor dá, Luthor tira. Esqueçam o Coringa (tingalagatinga!); Luthor é o maior vilão da DC. O cara é mau feito pica-pau.
O resto da semana quase todo mostra as conseqüências da “chuva de super-homens”. Merece destaque o “sumiço” do Homem Comum (sendo transmorfo, ele pode estar escondido bem na frente de todos) e o plano suicida dos heróis perdidos no espaço para atacar o centro de poder do inimigo.

Na semana 36, finalmente o Lobo e os Três Patetas do espaço resolvem enfrentar o inimigo. Eles usam a velha tática do caçador de recompensas levando prisioneiros capturados pra dentro do covil do inimigo. O plano obviamente dá errado e os heróis da Terra quase se ferram. O golfinho espacial salva o dia, botando pilha no Lobo até fazer o Maioral quebrar seus votos de não-violência.
Os heróis ganham a batalha, mas sofrem uma baixa: o Homem-Animal é atingido pelos zumbis espaciais e infectado com neurotoxinas. Os últimos momentos de Buddy Baker têm inclusive uma última quebra da “quarta parede”, quando o herói aponta para o leitor. Mas não vamos sentir falta do velho Buddy por muito tempo…
Enquanto isso, o Questão continua mais pra lá do que pra cá (é incrível o Homem-Animal ainda ter morrido antes dele!) e a maluca da Montoya quer levar o moribundo de novo pra Nanda Parbat. Beleza de idéia, levar alguém com câncer terminal pra uma das regiões mais inóspitas do mundo. Dá logo um tiro nele que é mais rápido!
Pra terminar a semana, finalmente temos a volta da trama sobre viagens no tempo, com direito à primeira aparição de Rip Hunter na série. A última página é daquelas de deixar o leitor ansioso pela próxima edição.


Nas origens resumidas escritas por Mark Waid, o (novo) Besouro Azul por Cullie Hamner, Ajax (ou “Caçador de Marte“) por Tom Mandrake, e Zatanna com a bela arte de Brian Bolland (duas páginas que valem o preço da revista!).
Apesar das derrapadas, esta edição ficou bem acima das anteriores, com muitos acontecimentos importantes, desenvolvimento de personagens e ótimos diálogos. É gibi de super-herói da melhor qualidade.
Nota: 9,5


Melhor monólogo:
[Lobo] Eu matei todos os seres vivos de Czárnia só por diversão. Matei o Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa e coisas que nem existem. E tentei seguir o caminho triplo da paz pra valer. Fiz o que podia… MAS VÁ SE CATAR. ATÉ EU TENHO MEUS LIMITES.
Melhor piada:
[George Calderon] Eles estão despencando do céu… Lee, pra trás! Este é o meu momento, querida! Foi pra isso que tomamos aquele empréstimo do Homem Comum! George Calderon não pode salvar esses caras… mas o Leviatã pode! Espere, eu não estou crescendo! Por que não estou–
[Lee] GEORRRGE!
SBLORRRRRT!*
*Efeito sonoro por minha conta.
(52 #33-36)
Formato americano, 100 páginas, papel Pisa Brite, capa couché, R$ 6,90, distribuição nacional.

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