SP: alunos têm dificuldades para ler HQs

E será que é só em São Paulo?

O Paulo Ramos informou na semana passada que um relatório do Saresp, exame que mede o nível dos alunos do Estado, identificou dificuldades para as crianças entenderem questões envolvendo quadrinhos.
Na 4ª série, quase 60% dos alunos tiveram resultados abaixo do esperado em uma prova que pedia que o aluno interpretasse uma HQ. Ramos pontuou bem que “de cada 10 alunos da 4ª série, 6 não entendem uma história em quadrinhos básica”, uma estatística assustadora. Na 8ª série, o resultado foi ainda pior com 69,2% dos alunos com desempenho insuficiente. Completando a sequência, o pessoal do 3º ano do ensino médio com 78,8% dos estudantes abaixo do nível de sua série.
“Apesar de alarmantes, os dados revelam uma melhora na contagem geral de língua portuguesa, se comparados com pesquisa de outro exame, realizado em 2005”, explica o blogueiro. Vou além: apesar disso, os dados refletem o que se passa em São Paulo, capital cultural do País. Como será o aspecto em outros estados?
Há tempos que os quadrinhos têm perdido espaço para outros elementos como animação. Nas últimas décadas, editoras têm assitido passivamente o desinteresse crescente de vários leitores. Mesmo assim, a popularização dos mangás e o sucesso de mídias mais tradicionais – como os livros de Harry Potter – parecem indicar que nem tudo está perdido.
Bugman sempre está perdido

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  1. A dureza é que Harry Potter é um livro simples, sem tantas informações nas entrelinhas como as famosas tirinhas!
    O que mostra que a dificuldade está mesmo na interpretação de texto, na escola!

  2. BlackHeart

    Concordo plenamente contigo, Rodrigo. Com toda certeza, Senhor dos Anéis é uma obra pra ser lida quando se já tem bastante maturidade literária. Eu penei uns seis meses pra ler os três volumes mas, ao término de O Retorno do Rei, fiquei uns dois meses “digerindo” aquela história toda na cabeça, montando as cenas e as batalhas, até o dia em que peguei os livros novamente e os devorei em um mês! E isso quando eu já tinha 19 anos (a título de curiosidade, estou com 26 hoje).
    Esse filho do meu amigo é uma das crianças mais infelizes que eu conheço. De verdade. O guri não joga videogame, não lê gibi – nem sequer Turma da Mônica! -, é tratado como um adulto pelo pai e pela mãe, e ainda mora em apartamento! Talvez a única coisa divertida a que ele tenha contato são as lutas-livres que o SBT tem passado no sábado, mas meu amigo é tão chato que implica até com isso…
    E o que o guri pode ler é aquilo que a mãe dele, que é pedagoga, acha “condizente com a idade dele”: livrinhos de figuras de bichinhos para colorir, ou o Silmarilion!. Ou seja: dois extremos absurdos e totalmente inapropriados à idade dele!
    Sabe, sorte que eu não tenho mais tanta convivência com eles, porque chego a ter pena do guri.
    Esse é só um exemplo de como até mesmo crianças filhas de pais instruídos também podem vir a ter sérios problemas de leitura no futuro. A questão passa basicamente por estímulo correto na idade certa.
    Da mesma forma que uma pessoa de 30 anos ou mais não se sente instigada ao ler Harry Potter e critica a obra por ser superficial demais, apresentar Tolkien ou Graciliano Ramos a uma criança no Ensino Fundamental vai traumatizá-la a ponto de fazê-la odiar o ato de ler pro resto da vida.
    Praticamente aprendi a ler com gibis nas mãos aos 4 anos de idade, e mantenho esse hábito até hoje e pretendo passá-lo aos meus filhos, assim como estimulo meus sobrinhos (de 10 e 5 anos) a também lerem. Esses já estão acompanhando Homem Aranha, Batman e Vingadores com relativa regularidade. O mais velho já está virando até fanboy do Homem de Ferro, heheheheh

  3. Esse meu amigo deu ao filho dele de presente o Silmarilion…
    ______________________________________
    Pqp, o muleque faz crescer traumatizado! Eu li sr. dos anéis com uns 16 anos +- e estou traumatizado até hoje com essa leitura… Era melhor ter dado Harry Potter pra ele ler. Sério, não entendo o porque de tanta raiva contra o viadi… quero dizer, contra o Harry Potter! Eu li todos os livros da série e gostei muito. A única explicação que eu encontro é que o pessoal começou lendo o primeiro livro (e não como eu que comecei pelo quarto…) e achou um saco de não leu os outros. De fato o primeiro livro da série HP é bem chatinho

  4. Ares, certe vez li uma defesa da progressão continuada. Resumidamente quem adota essa prática o faz com o intuito de evitar que os alunos que seriam reprovados abandonem a escola e fiquem no ócio, aumentando a possibilidade deles fazerem merda (drogas, assalto, prostituição infantil, etc e etc). É tipo, escolher o menor dos dois males…
    Se quiser eu procuro o texto e mando pra você, ou até mesmo posto aqui nos coments do MdM (lol) pra quem quiser ver… Esse texto esta em algum dos confins da minha caixa de email.

  5. Marveta =P

    Pois é…
    Hoje ninguém mais lê as revistinhas “clássicas”,preferem mil vezes ver um filme como “jogos mortais” a ler uma revistinha da turma da mônica,do Batman ou X-men.Fora os livros interessantes q são deixados de lado apenas por serem longos! Na minha sala de aula,conheço apenas 4 pessoas q Lêem de alguma forma,sendo q no primeiro médio existem 32 alunos
    ¬¬

  6. SilverCop

    Concordo emgenero numero e grau com o que o BalckHeart falou
    Quando eu tiver filhos, irei fazer a mesma coisa, primeiro nada como uma turma da monica , a propria serie vaga-lume que ja foi citada anteriormente.

  7. Anônimo

    Comentário de: Ukla
    Tenho que admitir, que uma (unica?) coisa boa da saga do Harry Poteiro foi estimular essa mulekada mais nova a ler livros, tomara que isso não se restrinja ao bruxinho afetado.
    Alguem se lembra da coleção vagalume? Era de livros infantis fodas
    ————————
    Cara, são livros fodas, mesmo. Acho até que alguns ali poderiam virar filmes de verão infanto-juvenis.

  8. BlackHeart

    Bom, muito dessa falta de estímulo à leitura vem também de dentro de casa. A grande maioria das famílias não se preocupa em dar às crianças livros ou mesmo revistas em quadrinhos, por achar que são artigos literários de ‘quinta categoria’.
    Lembro de um amigo estudante universitário de Letras, aqui de Porto Alegre que me disse o seguinte, quando dei um gibi do Homem-Aranha ao filho dele no aniversário de seis anos:
    “Só não rasgo esse lixo agora porque quero que “fulano” leia e veja o quão decadente está a cultura midiática contemporânea”.
    Cara, ele disse isso a sério.
    Como é que um piá de seis anos vai ter senso crítico pra discernir o que é ‘decadente’ na “cultura midiática contemporânea”, se só o que teve de acesso à leitura foram obras de Machado de Assis, José de Alencar e outros tantos escritores clássicos, que todo estudante de Letras paga pau a vida toda? É preciso contato direto com Literatura Contemporânea, e os quadrinhos fazem parte disso com bastante destaque, sim. Só não reconhecem isso os professores de Letras afetados e aqueles com senso discriminatório contra esse tipo de mídia.
    Muitos podem achar que o acesso à leitura é privilégio das classes mais ‘abonadas’, o que não deixa de ser verdade. O problema é que, no outro extremo da questão, há os casos como o que citei acima: pessoas de excelente nível sócio-cultural que discriminam certas formas de mídias literárias por acreditarem que elas são se ‘baixa qualidade’.
    Esse meu amigo deu ao filho dele de presente o Silmarilion, nesse mesmo aniversário em que dei a revista do Aranha. Comparações óbvias à parte, mas o que vocês acham que é mais ‘palpável’ a uma criança de seis anos ler: um gibi de super-herói, que possui uma linguagem extremamente simples, ou um livro de ficção fantástica com linguagem extremamente metafórica e rebuscada como a obra de Tolkien?
    Além do fato de a criançada atual estar cada vez mais desestimulada à leitura, há também esse fator discriminatório contra certas obras (Harry Potter pode ser fraco, mas pra quem está começando a desenvolver o gosto pela leitura, é fantástico). Sem contar um outro ponto, igualmente bastante negativo: falta de estímulo correto à leitura por parte das escolas. Botar a piazada a ler Machado de Assis ou Castro Alves é um martírio! Poderiam oferecer escritores mais recentes, pra mais tarde, quando o hábito de leitura estiver melhor desenvolvido e os rudimentos de senso crítico estiverem surgindo, daí sim apresentá-los aos escritores clássicos.
    O mesmo vale para os quadrinhos. No dia em que tiver filhos, certamente vou dar muitos quadrinhos a eles lerem. Mas não posso cometer o equívoco de dar à criança um Watchmen ou Sandman, e esperar que ela se deleite com a leitura. É preciso primeiro estimular, pra depois aperfeiçoar o gosto pela leitura.
    Pra isso as HQ’s do Jeph Loeb servem 😀

  9. Inferno, o Infame

    Comentário de: Toad
    Concordo com Inferno em parte, a falta de dinheiro não é motivo pra não ter cultura, e etc. Bibliotecas públicas e de boa qualidade tem aos montes em praticamente todas as cidades

    Toad, recentemente eu saí do Rio e me mudei para nova friburgo, na região serrana do estado, por questões profissionais e por qualidade de vida, pra mim, minha digníssima capetona e meu infame capetinha.
    Friburgo é uma cidade bonita, se intitula a ‘suíça brasileira’ porque foi colonizada por imigrantes suíços, realmente é um lugar legal pra viver e não é uma cidadezinha, tem mais de 200.000 habitantes.
    E uma cidade com mais de 200.000 habitantes tem só uma biblioteca. Cara, isso é simplesmente ridículo. Uma biblioteca para 200.000 pessoas….
    E consultando o acervo da biblioteca pelo site da prefeitura, cara, deu pena de quem não tem internet e precisa ir lá para fazer pesquisa. E como eu disse, Friburgo é uma cidade mediana, imagina nos cantões do nosso Brasil varonil???
    abcs varonis

  10. Ukla

    Sou carioca mas pelo que eu sei, São paulo é considerada a capital cultural, não só do Brasil, como da America latina por causa do seu acervo de museus, teatros, cinemas, opções de entreterimento e etc.

  11. Rufus!, O Bode

    O maior pobrêma mesmo é o insentivo. Não acredito que seja falta de incentivo por falta dos pais, pois minha mãe só estudou até a quarta serie mas sempre me incentivou a ler. A falta de incentivo muitas vezes vem do modo como a sociedade foi construida. Vivemos na era da informação mas acreditamos que só alguém desinformado executa tarefas menores. E é assim que a sociedade funciona: um grupo de pessoas “inteligentes” que só tem a ganhar com o grande numero de pessoas “burras”. Uma sociedade que menospreza quem limpa suas ruas e constroi as suas casas esta fadada a ignorancia em massa.
    Qualquer grande sociedade presisa mais de pedreiros do que de arquitetos. E como eu disse, o problema é o incentivo, nossa sociedade nunca foi incentivada a distribuir igualmente a cultura.
    A cada dia que passa eu acredito ainda mais que o ser humano é, e sempre foi, uma criatura abençoada, pois a ignorancia é uma benção.

  12. Decenauta Xiita

    Antes de mais nada, corrigindo a informação, a capital cultural do país é Porto Alegre.
    Sobre o assunto do post, realmente, eu vejo vária crianças e adolescentes dizerem que, quando lêem um quadrinho com mais de dois balões, não sabem a sequência correta para ler os balões. Isso é um fato.

  13. BIRIGUI NINJA

    Alexander,
    tambem concordo com vc e o inferno sobre que a falta de dinheiro afasta as pessoas da cultura mas pra uma ela precisa ser estimulada e precisa de exemplo.
    Se os pais não derem o exemplo e estimulem o filho para que ele leia, dificilmente o professor sozinho ira conseguir incentivar a criança.

  14. Toad

    Concordo com Inferno em parte, a falta de dinheiro não é motivo pra não ter cultura, e etc. Bibliotecas públicas e de boa qualidade tem aos montes em praticamente todas as cidades, principalmente em grandes centros urbanos como São Paulo. Já andei por cidades pequenas mesmo do interior do nordeste e me surpreendi quando encontrei no meio do sertão, naquelas cidades, bibliotecas públicas e boas, com acervo bom e tudo aberto e disponível a todos, e algumas com acesso gratuito a internet. E vi isso se repetir em diversas cidades do Brasil afora. Seria mentia dizer que os governos e a União não tem investido em cultura e educação, falta muito sim, mas que tem e de graça e até de boa qualidade tem, nem sempre, mas se procurar acha.
    Internet, vagando por bairros de periferia, vejo Lan Houses a R$ 1,00 a hora. E sempre cheias, a questão é que poucos usam isso de forma a se educar, mas usam pra passar o tempo no orkut, fotologs, jogos e coisas fúteis. Há em muitas bibliotecas e locais públicos o acesso a internet de graça também, que pode ser usado pra pesquisa e aprendizado.
    Eu sinceramente não consigo definir ou achar quais as verdadeiras raízes e como erradicar todo esse mal crescente que salta a cada dia em nossa frente.
    Pessoas com muito dinheiro, acesso a boa educação e tanto mais, são muitos ainda estes que também não sabem interpretar um texto, têm preguiça de ler, escrevem mal, e muito mais.
    Realmente não creio que seja simplesmente uma questão de ter dinheiro, ou acesso a boa e educação ou de qualidade seja a solução dos problemas ou mesmo a causa. A questão é mais complexa que isso.
    É como Alexander, o pai, disse:

    …o brasileiro, em geral, não gosta de buscar conhecimento… uote>

  15. Toad

    Jackson Kuntz
    Ainda escrevo um artigo com minha teoria.
    Tiras, ou as tirinhas e as charges não foram feitas para as crianças entenderem.
    Nunca foram. Existem sim especificas para crianças. Mas muito, muito mesmo é um pré conceito em relação as tiras.
    Exemplo: Calvin e Haroldo.
    Praticamente ja li todas, e digo aquilo é pra criança? Eu digo que não. Muito do humor de um artista vem de reflexos de sua própria vida e do que está acontecendo em seu ambiente: economia, política, problemas conjugais,pagar o aluguel ou a hipoteca; ou seja um universo do qual as crianças estão inseridas mas não participam e não tem conhecimento prévio sobre o assunto, portanto não entendem o humor contido
    PermalinkPermalink 18.03.08 @ 12:10

    Jackson, considero bem relativo isso, eu por exemplo sempre li tirinhas, tiras e via charges desde criança, incluindo Calvin & Haroldo e sempre entendia elas, não com o mesmo entendimento que tenho hoje das mesmas, mas tinha sim. Sempre que chegava o jornal em casa, eu corria no caderno que tinha as tirinhas pra ler todas, e tb no de política pra ver uma charge.
    Pra charges realmente é preciso ter uma compreensão do que está acontecendo no mundo, no país ou onde você está inserido ao menos pra entender. Mas tiras e tirinhas não. Eu compreendia, entendia mesmo e ria, me divertia sempre. Hoje, lendo as mesmas ainda me divirto e muito, mas tenho uma compreensão diferente, mais ampla dos significados imbuídos naquela tirinha.
    É como certos quadrinhos e livros, quando você os ler quando criança e até adolescente você tem compreensões distintas ou complementares, e quando ler quando adulto, tem outras ou outras que complementem as anteriores, melhorando cada vez mais a leitura dos mesmos e os tornando mais interessantes.
    Há tiras e mais tiras, há tiras/tirinhas voltadas em específico pra certos públicos ou somente adultos, mas na maioria não são assim, de tão bem escritas, e de ampla compreensão que são podem ser lidas por públicos de ‘qualquer idade’.
    Resumindo, é muito relativo simplesmente dizer que todas as tiras/tirinhas não possam ser compreendidas por crianças.
    Ou vai dizer que por exemplo aquelas tirinhas da “Turma da Mônica” uma criança não seja capaz de entender? Se não, meus pêsames pra esta, que vá logo ela capinar então.

  16. Concordo em parte contigo Inferno… realmente a falta de dinheiro afasta as pessoas da cultura, mas não impede… durante muito tempo eu não tive grana para comprar meus livros e ia buscar na biblioteca… acho que o problema é mais embaixo… o brasileiro, em geral, não gosta de buscar conhecimento… use como exemplo este blog… a maioria escreve errado e podemos afirmar que a maioria é culta…
    Jackson, este é o grande problema do povo brasileiro, que acha que qualquer coisa que tem desenho é para criança… coisa que nós, uma minoria, que lêmos quadrinhos sabemos que não é verdade…

  17. ViciadoEmNerdoina

    Harry Potter, aquela coisa de viadinho e que copia todos os mitos, é a unica porra que faz sucesso!
    Onde esse mundo vai parar?
    (Provavalmente não vai sair do nosso sistema solar!)

  18. anônimo anômalo

    Se não entendem HQs básicas, vai ver é por isso que as editoras estão investindo em conceitos mais simples como:
    – socos na realidade
    – pactos com o Capeta
    – monstros verdes do espaço que se disfarçam de heróis
    – etc. etc.

  19. Jackson Kuntz

    Ainda escrevo um artigo com minha teoria.
    Tiras, ou as tirinhas e as charges não foram feitas para as crianças entenderem.
    Nunca foram. Existem sim especificas para crianças. Mas muito, muito mesmo é um pré conceito em relação as tiras.
    Exemplo: Calvin e Haroldo.
    Praticamente ja li todas, e digo aquilo é pra criança? Eu digo que não. Muito do humor de um artista vem de reflexos de sua própria vida e do que está acontecendo em seu ambiente: economia, política, problemas conjugais,pagar o aluguel ou a hipoteca; ou seja um universo do qual as crianças estão inseridas mas não participam e não tem conhecimento prévio sobre o assunto, portanto não entendem o humor contido

  20. Comentário de: Anonymous
    Sozinha no Mundo, Turma da Rua 15, Mistério no 5 Estrelas, tudo livro de excelente qualidade. Pena que não fazem mais desses.

    Mas ainda é possível encontrar para venda… tem até um box comemorativo…

  21. Inferno, o Infame

    Concordo que o nível educacional está uma merda, mas até que tem havido uma recuperação, lenta, mas que está ocorrendo, no nível do ensino fundamental público.
    O nível do que se ensina está fraco mas esse não é o único ponto. A gente não pode esquecer que hoje há meio que uma divisão de mídia de acordo com a classe social. Explico:
    Os mais pobres não tem muito acesso a internet, livros, enfim, mídias com imagens mais estáticas que necessitam de leitura, compreensão e abstração. Tudo bem que web está cada vez mais comportando videos, mas basicamente internet ainda é texto, para ler e escrever. De qq forma os mais pobres não tem muito acesso a essa mídia, e quando tem é um acesso esporádico, algumas vezes na biblioteca, outras poucas vezes no computador da escola (quando a escola possui esse luxo), e olhe lá.
    A mídia para essas crianças ainda é a boa e velha televisão, que é uma mídia de imagens dinâmicas. Tudo bem que a tv existe há mais de 50 anos mas antigamente o nível educacional era melhor, lia-se mais livros e passava-se menos tempo na frente da tv, hoje esse público lê cada vez menos e assiste tv cada vez mais.
    Na outra ponta, os mais endinheirados, têm maior acesso a livros e possuem um nível educacional melhor, que os estimula a ler, e têm acesso à internet, que, como disse antes, é uma mídia essencialmente estática, de leitura e escrita, tanto que nos países ricos tem havido um grande crescimento do tempo médio que uma pessoa acessa a web em detrimento do tempo que ela assiste televisão.
    Infelizmente esse panorama só aumenta o fosso cultural que separa os que têm $$ dos que não têm $$, e quem não tem condição de ler e entender o que está escrito numa caixa de fósforos por exemplo, não vai conseguir acompanhar uma revista em quadrinhos, até porque o processo de leitura/abstração que o quadrinho necessita, surge dentro de um processo de aprendizagem, e aprendizado é algo que a essas pessoas não foi oferecido com a qualidade necessária.
    abcs oferecidos

  22. denilson

    Comentário de: Joao Simoes Lopes · http://www.universogerminante.net
    A culpada não é a internet, ela pelos menos estimula o pessoal a voltar a escrever. A culpa seria mais da TV
    Permalink 18.03.08 @ 11:38
    bom, como a maioria das pessoas prefere tv a ler livros, os canais deviam “legendar”, ao invés de dublarem, todos os programas (principalmentes os desenhos animados) internacionais provenientes de países que não falam português. isso iria estimular a leitura, ainda que não fosse de uma forma significativa, mas seria melhor do que nada.

  23. Comentário de: SilverCop
    E mesmo ukla se não falha a minha memoria eles saiam pela ed.atica
    Li quase todos,

    Sim, é da Ática…
    Na minha opinião, o Brasil está passando por um processo de “emburrecimento”… eu sou o mais velho de 3 irmãos… o que eu estudei na 3ª séria, a irmã do meio estudou na 4ª e o caçula na 5ª… nem sei onde isto está hoje… outra coisa, a maioria da molecada lê mangá, que é leitura no sentido oriental, sem contar que é mais imagem que leitura… pode parecer ridículo, mas eles não conseguem entender uma página no sentido de leitura ocidental… é quase tão difícil quanto para a galera com mais de 30 (o meu caso), se acostumar com a leitura no sentido oriental…

  24. Toad

    Ukla e SilverCop, a editora era sim a editora Ática, que publicava os excelentes livrinhos da série Vaga-lume, li todos também.
    A leitura de livros não é mais obrigatória em escolas não?! Lembro que tinhamos que ler uns 6 livros por ano e sempre tinha prova oral e escrita sobre o livro.

  25. Concordo com o Ukla no que tange a preguiça mental. Meu deus, esses dias teve um menino na comu do MDM no orkut que reclamou que um texto de 5 linhas era GRANDE DEMAIS!!!
    Imagina então ler um livro, ou sequer ler quadrinhos como os de Alan Moore e Grant MOrrrison, que tem bastante texto!
    É lamentável.

  26. Toad

    UziSuicide
    o motivo do grande sucesso dos mangás é o erotismo…. haiuHAIUhiau
    tirando um ou outro… a maioria nao presta
    PermalinkPermalink 18.03.08 @ 11:29

    Bem, não sou nem um pouco fã ou muito menos consumidor de mangás, mas não seria de Hentais que estaria se referindo? Um tipo especifico de mangá (o Hentai)? Ou todo mangá tem é e muito explorado o erotismo? Assim sendo, a leitura é mesmo o que menos importa em uma revista como essa, praticamente só tem um propósito mesmo. Hauhauahauha.

    SilverCop
    Criancas não conseguia decorar a tabiada ou fazer contas simples, isso tambem ocorria em outras series
    PermalinkPermalink 18.03.08 @ 11:31

    Caramba, tá pior do que eu imaginava. As crianças estão crescendo sem cérebro, com ele atrofiando ao invés de o desenvolver. Dessa forma quando crescerem ao menos poderão ser editoras da Marvel e da DC.

  27. SilverCop

    Hoje eu agradeço todos os dias ao meu pai que me comprava um monte de HQ ( Turma da monica, Fantasma entre outras) e a o meu velho professor de portugues ( Seu Cordeiro) que nos mostro de uma forma bem legal que a leitura e muito importante.
    Lembro ate hoje quando eu nas ferias de julho em 1994, fazendo uma carterinha na blivlioteca de guarulhos ( aonde moro), para pegar os Tres mosqueiros, Nada de novo no Front e a odisseia

  28. Ukla

    Tenho que admitir, que uma (unica?) coisa boa da saga do Harry Poteiro foi estimular essa mulekada mais nova a ler livros, tomara que isso não se restrinja ao bruxinho afetado.
    Alguem se lembra da coleção vagalume? Era de livros infantis fodas

  29. SilverCop

    Jesus, mas que vergonha, uma criança ter problemas para entender um HQ simples ate que va la,mas um adulto isso e assustador no minimo.
    Ate um tempo atras, quando eu ouvia o jonal da joven pan, la passava uma pesquisa sobre como andava a nossa educação e os dados era alarmantes.
    Criancas não conseguia decorar a tabiada ou fazer contas simples, isso tambem ocorria em outras series

  30. Ukla

    O que eu acho? Essa nova geração está muito acostumada a informações mastigada e resumidas de internet (muitas vezes um tanto quanto superflas), isso faz com que eles tenham uma preguiça mental para ler textos grandes (não que seja o caso dos quadrinhos) onde a informação não se apresenta tão clara e evidente, acho que isso prejudica muito a capacidade interpretativa dessa mulekada, alem de prejudicar a aprendizagem de um bom portugues e diminuir o nivel cultural.

  31. Toad

    …o pessoal do 3º ano do ensino médio com 78,8% dos estudantes abaixo do nível de sua série.
    Esse foi o pior dado.
    Mas dados todos sofríveis, uma pena que isso esteja acontecendo, me entristece mesmo que crianças não consigam entender uma simples e básica história em quadrinhos, o que dirá de textos de revistas, e demais outros. É um número elevado demais.
    Agora, faltou a pesquisa tentar ao menos descobrir as causas do problema e apontar meios pra reverter tal alarmante quadro.
    Apesar da popularização de mangás e livros, o resultado ainda foi ruim ou continua ruim, não sei se realmente chega a ter alguma relação com os dados apresentados (porque são contraditórios – devido a popularização haveria de ser tais números ao lógico, baixos e não altos como mostrados), mesmo porque tem que ver qual o maior público consumidor destes, qual faixa etária.
    Quando se faz uma pesquisa como essa, é preciso buscar as causas disso, e tentar mesmo a partir delas mostrar soluções, buscar soluções.
    Quando tiver filhos, uma das primeiras coisas que quero que eles desenvolvam é a leitura, e vou enche-los de revistas em quadrinhos e livros dos mais diversos. Farei questão que eles cresçam habituados com a leitura e compreensão dos mesmos.

  32. São Paulo não é a capital cultural do País (pelo menos não oficialmente), porque minha cidade (Caxias do Sul, no RS) foi eleita, há dois anos, Capital nacional da cultura!
    AHAUHAUAHAUAHUAHAAHU
    Nâo que isso faça muita diferença, porque aqui não tem cultura mesmo…

  33. Thom Hellblazer

    São Paulo, capital cultural do país? É… Realmente, estamos ferrados. Já dei algumas aulas em S. Paulo e não vi A MENOR DIFERENÇA entre paulistas e quaisquer outros alunos para os quais dei aula.
    E olha que eu dou aula para adultos…

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